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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Excelência Tupiniquim - Taurus Serie 800

A Linha 800 da Taurus é repleta de poréns, é como se os consumidores fossem jogados a própria sorte, por isso meu caro leitor supersticioso, antes de realizar a aquisição de uma pistola dessas, encontre um trevo de quatro folhas. Acontece que você vai amar a pistola quando pegar uma, mas se você conseguir a proeza de pegar uma 800 fodida, você vai odiar e escorraçar a arma até o ultimo átomo carbono inserido em seu polímero. Mas por que realizar tal premissa? Verás.



Mas tantas polêmicas e muita lenha na fogueira a parte, parece que as Forjas Taurus conseguiram finalmente acertaram a mão nesta arma, não dá para falar que essa pistola é completo material fecal (algo que você vai ouvir muito por aí), ela possui um acabamento muito bom, é levíssima pesando apenas 780 gramas, e mostra-se ser uma pistola ideal para serviço policial comportando 15+1 cartuchos de .40 S&W, e controles ambidestros. A pistola também dispõe do sistema de 3 pontos com o trítio, um mineral que brilha no escuro que facilita a visada, e com vida util de 12 anos. E no seu acabamento em Tenifer preto casa totalmente com seu design bem desenhado. Dispõe também do acabamento inox fosco. Me pergunto se ficaria mais bonita, se a câmara em vez desse aspecto cromado fosse em preto fosco, como o resto da arma, bem padrão.


Quando a 24/7 chegou no mercado, alguém uma vez disse: e se tivesse cão? E então eis que a Linha 800 possui um cão! E sua trava ambidestra possui também o famoso sistema de "decock", no qual a terceira posição da trava (para baixo), desengatilha o cão, saindo da Ação Simples, e retornado a Ação dupla, ou seja, desengatilhou? Aperta a tecla do gatilho ela ainda dispara, diferente das 1911. E alías, que gatilho hein... O gatilho de uma 800 bem cuidada é macio até, sendo em torno de 1,5 kg de pressão na ação simples, e 4 kg na ação dupla, bem mais leve que o da 24/7 1ª Geração.

A arma é realmente muito prática, Sua alavanca de desmontagem dispõe do mesmo sistema de pistolas como as da Glock, e a Segunda Geração da 24/7, no qual você retrai o ferrolho até o ponto correto e puxa a alavanca para baixo, bem diferente das 24/7 de Primeira Geração, cuja alavanca é chatinha na hora de remontar a pistola.

Só para termos uma noção do quanto a empresa "mimou" esta peça, basta olharmos para uma coisa simples e banal - a caixa. Uma coisa que decepciona nas Imbel é sua caixinha de isopor, e nos revólveres da Taurus, uma fajuta caixa de papelão, diferente das caixas das pistolas da Taurus que vem com um case rígido para armazenamento adequado e transporte da arma. Na Linha 800, ela vem cheia de "brindes", e isso é bem legal.  Além do itens imprescíndiveis; 3 carregadores, duas chaves de segurança do Sistema de Travamento Taurus, e uma vareta de limpeza, também é incluso dois backstraps para ajustar a empunhadura de acordo com as mãos do operador, e um item incomum, mas prático - um speedloader para facilitar a recarga dos carregadores (não sei vocês, mas eu prefiro carregar na mão mesmo), são itens extras que mesmo sendo inúteis para uns, mostra que a Taurus quer que o consumidor não compre só uma arma, mas um produto completo, porra, só faltou um coldre. Entretanto, convenhamos, o que importa é a arma em si, ela poderia vir em uma caixa de madeira de lei, se a arma falhar, já era, o produto será uma porcaria.

Não há como negar que o projeto da 800 agrada, a pistola veio para cumprir sua proposta, porém, não sendo nenhuma novidade, alguns incidentes foram relatados por usuários dessas pistolas em alguns estados brasileiros, sendo especificamente profissionais das Polícias Civil e Militar. No inicio da postagem eu afirmei que a pistola é perfeita para trabalho policial, estou errado? Eu me referia a uma pistola em perfeitas condições, e infelizmente ainda temos a infelicidade de ler nos jornais que ainda existem pistolas com FALHAS! No Paraná, onde a PT840 é amplamente utilizada como carga da PM e da PC, existem queixas de pistolas que apresentaram defeitos, muitas inclusive indo para Recall em 2014. Em Fevereiro de 2015 no Rio de Janeiro, o Policial Civil Thiago Thomé de Deus foi assassinado porque sua PT840 não ciclou, impedindo sua reação. Em Abril de 2015 foi publicado um video no YouTube no qual uma PT840 desmonta na mão de um operador após uma serie de disparos num circuito de treinamento da PMPR.
De quem é a culpa? Será que ninguém fazia a manutenção da arma? Talvez, só que a Taurus um certo histórico nada bonito. O operador não deve descuidar de seu armamento, que seu armamento não descuidará dele, porém, e quando a arma vem com propensão a falhar? Um Video do Canal Gosto de Armas exemplifica isso bem, um operador que cuida muito bem de seus armamentos, que acabou adquirindo uma exemplar defeituoso.

Só lemos por aí que Taurus dá defeito. Todas as Taurus são merda? É nesse contexto que eu quero entrar. Não existem propagandas de armas no televisionamento Brasileiro, o futuro consumidor só irá aprender sobre sua futura aquisição em um lugar, a internet, e isso é uma bola de neve do caralho... Supomos que de um lote de 40.000 pistolas, 7 vieram com defeito. Os sete consumidores ficaram muito frustrados por pagarem quase 4 mil num produto defeituoso, e colocaram sua boca no trombone. os outros 39.984 consumidores felizes não se manifestaram, então tudo o que o futuro consumidor encontrou na internet sobre o produto foram criticas ruins. E aí que a bola de neve começa; o cara que sequer tocou numa arma começa a falar asneiras da mesma só porque leu que era ruim. Agora, imagine o caso da Taurus, onde no lote de 40.000 mil pistolas, 5.000 vieram com defeitos, e 400 delas feriram algúem - a situação fica muito feia. Mas a falha de uma arma é motivo para ter preconceito com toda os modelos da marca? Se você adquirir uma arma, teste-a exaustivamente, e se for presentado com uma arma defeituosa, leve ao armeiro credenciado, se não der certo, procure seus direitos, sua arma será consertada, e depois de pronta, verás que ela não é ruim. Se você sabe que a fabricante de sua arma tem reputação ruim, teste, teste pra caralho, achar um defeito na sua arma e consertá-lo salva sua vida, achar defeito das armas dos outros na arma que você vai comprar não.


Em Julho de 2015 o Governo do Estado de São Paulo fez a aquisição de equipamentos para suas forças de segurança, e aproximadamente 6.000 pistolas do modelo PT840 para a Polícia Civil do Estado de São Paulo.


Eis a ficha técnica, disponibilizada pelas Forjas Taurus em seu site. A Tabela se refere a 840, mas não muda muito das outras da linha 800. PT838 em .380ACP, PT845 em .45ACP, PT809 em 9mm Luger Parabellum e PT840 em .40 S&W

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Baixinha Invocada de Polímero! - Imbel MD6 TC

Projeto 1911
O Projeto Colt 1911 é sinônimo de robustez, rusticidade e confiabilidade, é uma pistola simples e bruta, apresentada inicialmente no calibre .45 ACP. Uma peça lendária e imortal capaz de disparar grandes balotes contra o alvo.

Algumas marcas ousaram e resolveram equipar o projeto 1911 com outros tipos de calibres além do pesado, lento, mas não menos poderoso, quarenta-e-cinco. Destaque no estrangeiro para Kimber, Springfield e STI.

Nossa tão conhecida Imbel foi uma dessas marcas percussoras nessa prática de "hibridizar", licença poética para invenção dessa palavra, a pistola e iniciou com o caibre 9mm Luger Parabellum no modelo MD1 para equipar as forças armadas em substituição ás antigas Berettinhas. 

Com a evolução da empresa no mercado, outros modelos com outros calibres foram lançados, como .380 ACP e .40 S&W para tiro esportivo e defesa; e para uso policial, respectivamente, todas com base 1911.


A Imbel é uma empresa tradicional, porém ousada, é conhecida pelos seus frames largos e robustos para o modelo denominado GC, ou seja, grande capacidade, comportando carregadores bifilares e tornando a 1911 muito mais eficiente, eliminando o seu grande déficit que era a baixa capacidade dos carregadores monofilares. Agora pensem comigo, o projeto original 1911 já era um modelo rústico e robusto, e com o frame em GC, faz o projeto original parecer uma menininha.





Gimli e a MD6 XODÓ

As pistolas da Imbel não possuem um acabamento muito refinado, mas são super resistentes e confiáveis. Acho que BRUTAS é a palavra certa. Já assistiram "O Senhor dos Anéis" ou "Hobbit"? Sabem aqueles anões? Comparem essa Pistola e um Anão. Cara, é a mesma coisa - baixinhos, parrudos e invocados!



Entretanto, muita polêmica surgiu quando a Industria de Material Bélico do Brasil, novamente inovou o tradicional, desenvolvendo um novo modelo, para a Imbel MD6, o modelo TC de corpo de polímero. Foi uma afronta aos amantes da Imbel e do projeto 1911. Era uma heresia total sacrificar toda a imponência e a maior qualidade da Imbel que era sua robustez por isso... Um corpo de... plástico!?




O preconceito com arma é imenso, sempre tem alguém pra falar  mal da arma "ai que caiu e quebrou tal peça" "Ai que só tem em kit ADC e eu não gosto (outra postagem falarei do ADC)". Foram poucos que gostaram da arma e entenderam seu propósito - o uso policial e defesa pessoal, o polímero a deixa mais confortável para porte, e não demorou muito para a Polícia Civil do  Estado de São Paulo adotar essa pistolinha junto ao seu bagunçado acervo de "ponto quarentas" indo das velhas PT940 até PT840 tinindo.
A Imbel MD6 TC possui cano pequeno, e como as outras, cano Bull, esse funil na empunhadura, ou magwell, como queira, para facilitar a alimentação, trilhos, e o kit ADC. Dísponivel em .40 é uma pistolinha bem interessante, não deixa de ter a fibra das de corpo de aço só por ser de polímero.


Explicação básica de ADC: É um sistema que permite desarmar o cão sem apertar o gatilho. O funcionamento consiste em, com a arma engatilhada, levar o cão a frente, com o dedo fora do gatilho, até parar em meio estágio. Quando isto ocorrer, automaticamente a trava lateral será acionada, e ela ficará travada em meio cão.


Com capacidade para 16 tiros (15+1), corpo de polímero e ferrolho de aço carbono, pesa 770 gramas (contra 780g da pt840) com cano de 104mm, custa na faixa de 2800 mil brazukas. Como sua versão original, a xodó, admito, mesmo não sendo a minha preferida, essa pistola é bem querida.

Sugiro acompanharem o canal do Alexandre Lima, que é bem interessante. Ao clicarem no nome dele, serão redirecionados ao video no qual ele fala da MD6, e convenhamos, mil vezes melhor que eu!

Até outrora, bons disparos.