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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Supressores de Ruído 1/2


Hoje iremos falar sobre os tão famosos silenciadores, mas primeiramente....

Qual a diferença entre Silenciador, Supressor de ruído e Abafador de Ruído?

Bom, por incrível que pareça é tudo a mesma coisa. O termo mais utilizado, é Supressor de ruído, porque "silenciador" deixa entender para os leigos que quando fazendo uso dele, você irá efetuar um disparo silencioso, ouvindo apenas um "fiu" do rastro da bala, o que é fisicamente impossível. Supressor de ruído pareceu mais correto, por ser mais... verdadeiro, seu nome já diz de cara que vai suprimir o ruído, ou seja reduzi-lo ao máximo que for possível.

SUPIRMIR: verbo bitransitivo
tirar (uma parte) de (um todo); cortar, retirar.

Lembrando que além do estampido, do percussor batendo na espoleta e o ferrolho indo e voltando, também fazem barulho. E Sobre o termo abafador de ruído, bem, supressor é mais bonito então esse caiu na graça.

Sussurro da Morte?


Não caia jamais no papo lúdico de que silenciadores são como nos filmes, eles fazem barulho, e não é nada baixo. A atual aplicação de silenciadores não se fundamenta em eliminar os ruídos de disparo, mas sim melhor a precisão, compensar o recuo e tornar o disparo mais confortável aos ouvidos, visto que disparos indoor são muito mais agressivos aos ouvidos que os disparos outdoor.

O ouvido humano permite manter 63 decibéis com tranquilidade, entretanto, enquanto ruídos acima de 140 decibéis são suficientes para danificar a audição humana, um estampido de .40 e .380 emitem respectivamente 156, e 158 decibéis, tornando assim uma sessão de disparos, totalmente letal para a audição, se ausente de protetores auditivos.

Mas não se iluda na esperança de que utilizar um supressor de ruído é um passe livre para deixar os protetores auditivos de lado. O canal Military Arms Channel do YouTube fez um teste de supressores utilizando uma Glock G17 no calibre 9mm e constatou que foi suprimido 18% de ruído dos silenciadores utilizados tornando uma média de 130 decibéis, dos 160db sem o acessório.

Mas como Funciona um Silenciador?



Esta gif desenvolvida pela SilencerCo e traduzida pela Tactical Commando, ilustra o funcionamento do supressor Osprey 9 em uma pistola Glock 9mm.

É possível realmente silenciar uma escopeta?


Na foto, Kyle "Dimitri Potapoff" Myers, do canal FPSRussia com uma Mossberg 930 com supressor Salvo-12 da SilencerCo.

Existe muito rebuliço em relação a isso, muitas pessoas assistem filmes como o sensacional "Onde os Fracos não tem Vez" ou veem em jogos com os Call of Duty e Battlefield's da vida e desenvolvem uma opinião como se fossem peritos no assunto, enquanto pessoas que conhecem o poder de uma doze afirmam que isso não existe e é impossível. Bom, ambos estão errados. Uma escopeta que sussurra realmente é lenda urbana e algo impossível de se atingir, porém existe sim supressores para escopetas, e eles não são pequenos. Enormes trabucos um tanto inúteis cuja função, é reduzir um pouco o ruído, eliminar o clarão e aumentar a precisão, algo que caçadores e atiradores de prato exigem em suas armas,

Silenciadores Caseiros?


Quem lembra daquela frase icônica de Dominic Toretto em Velozes e Furiosos 5 quando ele diz para Dwayne Johnson "Aqui é Brasil!"? Pois bem, por mais bagunçado que nosso país seja, ele não é uma várzea. Aqui não é os EUA para você poder enfiar uma garrafa na boca da sua arma e sair dando tiro no quintal. Primeiramente que o supressor de ruído é de uso restrito dos militares das Forças Especiais, nem a polícia tem permissão direito para usar esse tipo de dispositivo em serviço, tampouco fora dele, recreativamente, então é evidente que um civil JAMAIS terá acesso aos silenciadores. Silenciadores podem ser feitos em casa com os mais simples materiais, mas entenda, se você civil é habilitado para possuir uma arma legal, fizer a besteira de enfiar uma lata de óleo na boca da Imbel, você vai preso.

Mas por quê eu não posso ter um silenciador na minha .380?

Pelo mesmo motivo que existem campanhas desarmamentistas. Se uma população armada se mata, uma população armada com silenciador mata sem ser pega. Na visão do governo, se o silenciador for liberado, policiais poderiam cometer "abusos" sem serem notados, os grupos de extermínios matariam como a CIA ou KGB, bandidos executariam policiais sem ninguém ver,  e assassinatos seriam cometidos, porém sem pistas para serem desvendados. Então, nada de silenciador, mesmo que você seja o "cidadão de bem", o medo do governo é o "cidadão de mal" que rouba as armas do cidadão de bem.

E o oitão, dá pra silenciar?


Metade dos gases dos revólveres saem pelo vão entre o cano e o tambor, então enfiar um silenciador na boca do revolver é totalmente inútil. Porém, os camaradas Russos e seus amigos são incríveis (uma é belga, mas todo mundo acha que é russa), existem dois modelos de revólveres cujos designs possibilitam serem silenciados. O histórico Nagant M1895, feito pelo belga Leòn Nagant para o Império Russo, e o digno de 007 russo OTs-38 são revólveres cujos vão entre o tambor e o cano são quase inexistentes, fazendo todos os gases saírem pelo cano da arma.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Como lidar com Falhas.



É inegável que todo operador de pistola semi-automática está suscetível a falhas, a cada cinco, dez, cinquenta disparos, pode ser que sua arma falhe, pode ser que sua munição não esteja tão boa. Mas ainda que tenhamos o controle de todos os fatores, que façamos sua manutenção, limpeza e lubrificação, utilizemos munição nova, o que torna um operador exímio, não é apenas seu cuidado com o equipamento, mas sim, seu domínio das técnicas.

É frustrante se deparar com uma falha após uma sequência de disparos num stand de tiro, e num confronto real, ela pode anteceder a sua morte. Executar uma ação rápida e precisa para recuperar funcionalidade do seu armamento pode tornar as coisas muito diferentes.

O procedimento padrão utilizado para as panes é o tradicional golpe no ferrolho, porém em alguns casos você pode acabar jogando cartuchos intactos fora. Para agentes em serviço não isso não convém nenhum pouco, no Esporte tampouco, pois pode acarretar penalidades.
Vamos começar falando das panes existentes nas pistolas e o procedimento a se realizar com elas.

Sem Força



Nesse tipo de falha, a arma simplesmente não fecha completamente.  sequência rápida de disparos, você só vai perceber a falha quando puxar o gatilho e sentir ele mole. Não tem mistério, é só dar um tapinha na parte da trás do ferrolho para que a arma tranque, não existe a mínima necessidade de um golpe no ferrolho. Essa pane é comumente encontrada em armas com poeira e não lubrificadas, por isso reforço - cuide do seu equipamento! É a falha mais "bosta" e mais simples de se prevenir, e de se resolver.


Falha na Alimentação


Aqui a culpa é quase que exclusiva do operador... Acontece quando o carregador é mal encaixado na pistola, e aí ele pode cair, ou não ciclar. Como? Bom, quando o operador encaixa o carregador e esquece de dar o tapinha no bumper, na base do carregador para assegurar o encaixe. Tem gente que carrega a arma rápido, para já retomar a empunhadura, confiando somente na força das mãos, e isso pode gerar um mal encaixa do carregador, por isso é sempre bom dar o tapinha por garantia.


Dupla Alimentação


Uma das piores falhas, imagine duas pessoas obesas passando por uma catraca de metrô ao mesmo tempo, não dá, e quase a mesma coisa, um cartucho não ejetado, e um cartucho querendo subir na câmara - a arma trava. Nesse caso é necessário ter calma, sem afobação. Trave o ferrolho, para justamente remover a pressão no carregador e em seguida remova-o, dê dois golpes de segurança para se certificar que a bala na câmara saiu, prossiga com a operação, carregando a arma novamente. É aconselhável recarregar a arma com um carregador diferente do qual estava estava em sua arma, pois você não sabe se a pane é proveniente do carregador defeituoso.


Chaminé


O cartucho fica com o cú pra lua no sentido literal, mas não no figurado. Essa pane acontece quando um cartucho é mal ejetado, no retorno do ferrolho, ele acaba prendendo o cartucho e então ele fica parecendo uma chaminé. Um golpe na arma neste caso é dispensável pois você irá desperdiçar um cartucho, que já está na câmara. Prepare-se pois o procedimento a se realizar exige um total domínio de uma técnica criada pelos monges [sic]. Você vai simplesmente dar um tapa com a região hipotenar da mão no topo da arma, empurrando  o cartucho deflagrado. Creio que a imagem ilustra melhor.





A Técnica mais utilizada em todos os casos de pane baseado no principio de resolver e prevenir é baseado no Tap Rack Bang, ou seja, Batida no carregador, Golpe no Ferrolho e Disparo. O Tapa no bumper visa ajustar a posição do carregador e distensionar a mola, o golpe visa eliminar algum cartucho defeituoso na câmara e o bang... o disparo.  O melhor meio de se prevenir uma falha é cuidando do seu armamento, lubrificando, e limpando, e cuidando de sua munição, não importa a idade da munição, e sim seu estado, uma munição de 50 anos se bem estocada pode atirar, enquanto eu já vi munição de 5 falhar por mal armazenamento. O outro caso que gera falhas e nós não podemos interferir é o design da arma...Uma arma mal projetada é mais suscetível a falhas do que uma boa arma suja.