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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Como lidar com Falhas.



É inegável que todo operador de pistola semi-automática está suscetível a falhas, a cada cinco, dez, cinquenta disparos, pode ser que sua arma falhe, pode ser que sua munição não esteja tão boa. Mas ainda que tenhamos o controle de todos os fatores, que façamos sua manutenção, limpeza e lubrificação, utilizemos munição nova, o que torna um operador exímio, não é apenas seu cuidado com o equipamento, mas sim, seu domínio das técnicas.

É frustrante se deparar com uma falha após uma sequência de disparos num stand de tiro, e num confronto real, ela pode anteceder a sua morte. Executar uma ação rápida e precisa para recuperar funcionalidade do seu armamento pode tornar as coisas muito diferentes.

O procedimento padrão utilizado para as panes é o tradicional golpe no ferrolho, porém em alguns casos você pode acabar jogando cartuchos intactos fora. Para agentes em serviço não isso não convém nenhum pouco, no Esporte tampouco, pois pode acarretar penalidades.
Vamos começar falando das panes existentes nas pistolas e o procedimento a se realizar com elas.

Sem Força



Nesse tipo de falha, a arma simplesmente não fecha completamente.  sequência rápida de disparos, você só vai perceber a falha quando puxar o gatilho e sentir ele mole. Não tem mistério, é só dar um tapinha na parte da trás do ferrolho para que a arma tranque, não existe a mínima necessidade de um golpe no ferrolho. Essa pane é comumente encontrada em armas com poeira e não lubrificadas, por isso reforço - cuide do seu equipamento! É a falha mais "bosta" e mais simples de se prevenir, e de se resolver.


Falha na Alimentação


Aqui a culpa é quase que exclusiva do operador... Acontece quando o carregador é mal encaixado na pistola, e aí ele pode cair, ou não ciclar. Como? Bom, quando o operador encaixa o carregador e esquece de dar o tapinha no bumper, na base do carregador para assegurar o encaixe. Tem gente que carrega a arma rápido, para já retomar a empunhadura, confiando somente na força das mãos, e isso pode gerar um mal encaixa do carregador, por isso é sempre bom dar o tapinha por garantia.


Dupla Alimentação


Uma das piores falhas, imagine duas pessoas obesas passando por uma catraca de metrô ao mesmo tempo, não dá, e quase a mesma coisa, um cartucho não ejetado, e um cartucho querendo subir na câmara - a arma trava. Nesse caso é necessário ter calma, sem afobação. Trave o ferrolho, para justamente remover a pressão no carregador e em seguida remova-o, dê dois golpes de segurança para se certificar que a bala na câmara saiu, prossiga com a operação, carregando a arma novamente. É aconselhável recarregar a arma com um carregador diferente do qual estava estava em sua arma, pois você não sabe se a pane é proveniente do carregador defeituoso.


Chaminé


O cartucho fica com o cú pra lua no sentido literal, mas não no figurado. Essa pane acontece quando um cartucho é mal ejetado, no retorno do ferrolho, ele acaba prendendo o cartucho e então ele fica parecendo uma chaminé. Um golpe na arma neste caso é dispensável pois você irá desperdiçar um cartucho, que já está na câmara. Prepare-se pois o procedimento a se realizar exige um total domínio de uma técnica criada pelos monges [sic]. Você vai simplesmente dar um tapa com a região hipotenar da mão no topo da arma, empurrando  o cartucho deflagrado. Creio que a imagem ilustra melhor.





A Técnica mais utilizada em todos os casos de pane baseado no principio de resolver e prevenir é baseado no Tap Rack Bang, ou seja, Batida no carregador, Golpe no Ferrolho e Disparo. O Tapa no bumper visa ajustar a posição do carregador e distensionar a mola, o golpe visa eliminar algum cartucho defeituoso na câmara e o bang... o disparo.  O melhor meio de se prevenir uma falha é cuidando do seu armamento, lubrificando, e limpando, e cuidando de sua munição, não importa a idade da munição, e sim seu estado, uma munição de 50 anos se bem estocada pode atirar, enquanto eu já vi munição de 5 falhar por mal armazenamento. O outro caso que gera falhas e nós não podemos interferir é o design da arma...Uma arma mal projetada é mais suscetível a falhas do que uma boa arma suja.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Charlie Bravo Charlie - Meu Mercado Ninguém vai Invadir!




Nossa Chefe de Estado, que este em uma reunião em Wall Street, com alguns linhas de frente da economia Americana, disse que quer uma economia mais aberta e competitiva no Brasil. E qual a ligação disso com a matéria ou com nosso blog? Estamos cobrindo economia agora? Negativo. Na verdade senhoras, a afirmação da Presidente e seu conteúdo, quase que dignos de uma piada, é de extrema importância para essa matéria e chamou a atenção para para algo que está presente na nossa vida e no que gostamos tanto.



O PERCUSSOR ATINGE A ESPOLETA, QUEIMANDO A PÓLVORA E DISPARANDO O PROJÉTIL. BOOM!

É, definitivamente não dá pra dar tiro sem munição... Mas o que caralhos tem a ver Dilma Rousseff, Wall Street e Munição? É que a Presidente disse que queria uma economia aberta e competitiva, e nós, que consumimos um certo tipo de produto que faz "boom", sofremos diretamente com isso porque a tal da diversidade e competitividade não existe! Os Senhores por um acaso já se questionaram o porquê de nós só atiramos de CBC? E se talvez conseguirmos algo diferente, temos no máximo a nossa disposição, uma munição recarregada com um pouquinho mais de pimenta, que ainda sim pode correr o risco de não ciclar no armamento por deformação do cartucho, ou ainda explodir um armamento que não suporta tantos PSI?  Bom, vamos parar de balelas e vamos direito ao assunto: MONOPÓLIO meus caros - Monopólio

Vamos esclarecer o significado de Monopólio de acordo com o Professor Google:
MONOPÓLIO: Comércio abusivo que consiste em um indivíduo ou grupo tornar-se único possuidor de determinado produto para, na falta de competidores, poder vendê-lo por preço exorbitante.


Nome gringo não esconde que és CBC

Em minha pessoal opinião, odeio dizer "Nos Estados Unidos é assim..." mas enfim, Nos EUA existe uma gama infinita de fabricantes de munição á disposição do atirador ou do policial, munições mais fortes, cargas mais decentes, mais confiáveis. Cor-bon, Federal, Winchester, Remington e tantas outras marcas de profundo renome na terra do Tio Sam, que também, por ser uma economia ABERTA, possui em seu mercado a nossa compatriota CBC, carregando o nome de MAGTECH, com os mesmos "V'zinhos" na espoleta, e coincidentemente, uma das munições mais fracas entre as tops de linha, considerada uma munição barata, mas que "dá pro gasto".

Imaginem que interessante se possuíssemos em nosso mercado munições de qualidade, imagine você policial atirando com uma munição "ponto-quarenta" da Federal, com um pouco mais de potência? Imagine você atirador, ganhando mais precisão? E acima de tudo, imagine todos vocês operadores de Taurus, disparar sem dar pane?(perdão pela piadinha infame)

Não é minha intenção "meter o pau"na CBC, é interessante possuirmos uma fabricante de cartuchos para abastecer o mercado interno e ainda partir Brasil afora, mas a questão é que só temos a Companhia Brasileira de Cartuchos, não tem espaço para nada diferente e isso é errado, salvo se a qualidade fosse topo de linha, e sabemos que não é.



940 sucateada da PCSP do Investigador Renan,
Vítima de dois assaltantes e uma pane.
É o seguinte, por ser uma munição de carga mais fraca, a energia gerada é menor, e isso tem relação com algumas panes que algumas pistolas apresentam por não possuírem força suficiente para empurrar o ferrolho, principalmente quando existe um coeficiente de atrito, como poeira, não é atoa que nos EUA as pistolas da Taurus não falham como as daqui, porque lá eles atiram com cargas decentes. Enfim, argumentos inválidos a parte, o que me intrigou e me motivou a fazer esta postagem é um fato ocorrido no município de Guarulhos, em São Paulo.

Após uma tentativa de roubo à residência mal sucedida, o lugar encheu de viaturas da PMESP. O bandido fez reféns e houve negociação, respeitando os direitos do criminoso (para vocês panacas dos direitos humanos) e foi cedido um colete ao ladrão, após ser ouvido um disparo, o GATE, uma das Forças de Elite da Polícia Militar do Estado de São Paulo, foi acionado. A ilustre equipe colocou um balote de calibre 40 na meio da testa do meliante, e adivinhem? Arrancou uma lasquinha de pele e o elemento passa bem. Todos sabemos que o resultado era pra ser diferente... O projétil deveria estourar os miolos do delinquente, mas parece que a carga estava "choca", e adivinhem o fabricante? Companhia Brasileira de Cartuchos. O Policial depende de seu armamento, que por sua vez não pode deixá-lo á mercê da sorte.

Novamente, não condeno a CBC, e não acho que seus produtos sejam um lixo, pelo contrário, eu sou patriota. Apenas creio que por serem privilégiadas com a posição de líder do monopólio de munições, deveriam apresentar uma exímia qualidade, compare um WalMart com um DIA, por grosso exemplo.

O Problema desse tal de "monopólio", é que pelo menos aqui em Terras Tupiniquins, ele é muito filho-da-puta, porque somos obrigados a engolir produtos de qualidade inferior ao que deveria ser, de acordo com o preço que pagamos. E o problema do monopólio é que ele abrange outros lugares, além das munições, o Cidadão que quiser um armamento é obrigado á "gama" de opções de A ou B. Eu quero comprar uma pistola .40 da Glock ou da Smith & Wesson tranquilamente aqui em na minha terra, sem apelar para importação, não quero uma Taurus!


Vou disponibilizar um vídeo do YouTube do canal Gosto de Armas, recomendadíssimo. Nesse vídeo o "GA" mostra uma comparação entre a Magtech (CBC) e a Cor-Bon. Os videos são muito bons, e no canal vocês podem encontrar um vídeo onde ele fala sobre recarga de munição com prensa de recarga progressiva.


Declaro que não afirmo que gostaria de ver os gringos dominando nosso mercado, e sim que gostaria de ver nosso mercado atingir os padrões de qualidade da concorrência, e dominarmos o mercado mundial. Esperemos que o discurso feito pela dona Dilma não seja só mais palavras ao vento para fazer bonito, pois mesmo soando como uma piada, a ideia de um mercado competitivo e aberto no Brasil é seríssima e deveria ser concretizada.

Meus sinceros comprimentos,

Até Outrora.