quinta-feira, 2 de agosto de 2018

REX ZERO1 - Melhor que SIG?


Durante a história do Brasil pós 2003, ocorrem rumores de que se findaria o monopólio de armas existente no Brasil. A priori, sobreviveram a Taurus e a Rossi, sendo a segunda adquirida pela primeira, e tudo isso pertencendo a CBC, a dona da porra toda. A única concorrente é a Imbel que possui força o suficiente para manter sua independência por ser um empresa estatal, afinal se fosse privada, não demoraria muito para ser comprada pelo grupo CBC.

Para o deleite dos consumidores, os boatos rondavam em torno de CZ, rondavam em torno de Glock. Nenhuma ousou abrir uma fábrica aqui, afinal para bom entendedor meia palavra basta: você não investe $10, num mercado restrito que vai te retornar 1$. O volume de vendas não sustentaria o investimento. E não tão longe deste argumento, nem para um investidor brasileiro a vida estava fácil. Lembro-me bem da época que uma empresa chamada MILITARIA havia planos de consolidar a produção de uma pistola baseada na SIG SAUER, em 2008 foi testada por um general e aprovada, entretanto, autorização do DFPC é aguardada até hoje.

Em meados de 2016 fomos agraciados com mais boatos: Desta vez haviam fundamentos sólidos de reais intenções de uma empresa estrangeira fincar seus pés no Brasil apesar de quaisquer intempéries que poderiam vir. Essa empresa era a CARACAL, uma empresa estatal dos Emirados Árabes Unidos. A empresa começou as obras em Anápolis - GO, porém até o presente momento não se houve mais notícias sobre o progresso da operação.

Com uma mão na frente e outra atrás, e a promessa da liberação do calibre 9mm para policiais e CACs, o consumidor brasileiro ficou com a opção nos lançamentos da Taurus, a serie TH e a pistola G2C, respectivamente a série 800 e a série millenium com cosmética retrabalhada e revisão nos internos... Mais do mesmo, enquanto aguardamos sentados pela homologação da série TS pelo Exército Brasileiro.


Eis que em meados de 2017 para cá, o grupo DFA (DELFIREARMS) veio com a empreitada de trazer a eslovena AREX, uma empresa relativamente nova que produz pistolas baseadas no modelo P226 da SIG SAUER, porém MELHORES e MAIS BARATAS.



De ínicio são pistolas baseadas no 9mm, padrão OTAN. Com corpo de alumínio 7075 aeroespacial e ferrolho de aço forjado a frio com cano e forjado de uma peça só, é uma pistola leve e extremamente resistente. É um modelo que vêm ganhado atenção no principal mercado de armas, o americano. Certa polêmica gira em torno dessa arma, pois sendo uma arma "budget" isto é, uma arma de baixo custo, ela se comporta como uma arma de extrema qualidade, no segmento de pistola de combate e tem causado certa rixa entre os fãs da SIG SAUER que afirma que essa pistola nunca será uma SIG, e os novos consumidores da pistola da AREX que afirmam que ela possui um custo-benefício melhor que a SIG. Nos EUA a REX é representada pelo grupo FIME.



A pistola eslovena é inegavelmente muito valente. O canal Military Arms Channel testou um exemplar onde deu 1000 disparos, sem apresentar nenhuma pane. O mesmo canal fez um duelo de tortura entre a REX Zero 1 e a SIG SAUER Legion, onde a eslovena não falhou nenhuma vez, diferente da SIG que engoliu um caroço enorme. No Brasil, o grupo DFA realizou a doação de modelos da REX para a Academia de Polícia Civil de Goiás, onde está sendo testada pelos policiais de lá. De acordo com o vídeo do André Oliveira, o instrutor de Polícia Civil informa que a pistola já possui algo em torno de cinco mil disparos, sem apresentar uma pane sequer, e sem realizar a limpeza do armamento.




Com variantes que incluem a versão Standard, Tactical e Compact, a pistola de 9mm está prevista para o Brasil no ano 2019. O que vocês acham desse modelo? Assim que possível eu me vejo com um modelo niquelado com talas de madeira, como acima na postagem.

Até breve!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Intimidação








Resultado de imagem para exército rio

Que o a cidade maravilhosa se encontra numa crise abismal de segurança pública, não é novidade. As taxas de homicídio no topo, cidadãos com medo de sair nas ruas, policiais sem receber por conta da crise econômica que afeta o Estado. Os cariocas enfrentam um cenário que tem sido comum, mas que parecia ter sido amenizado - os noticiários pararam de documentar os arrastões de copacabana, para noticiar a guerra pelo poder nos morros. Os conflitos têm sido muito intensos, e afetam toda a comunidade dessas favelas de várias formas, milhares de alunos estão sem aula, fazem dias.

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, e o Presidente Michel Temer, decidiram que se faz necessário, o emprego das Forças Armadas nas ruas do Rio de Janeiro. A presença do Exército nas ruas é de grande polêmica, para todos. Muitos acreditam na segurança que a força traz, porém, muitos, assim como a mídia, acham que é um exageiro, que é um uso excessivo da força, e que o governo está apenas tentando varrer para baixo do tapete uma sujeira causada pelo descaso com a população, como a privação de serviços básicos, como a educação.

Na Rocinha, militares chamam atenção por máscaras com desenhos de caveiras

A façanha mais recente dessa mídia "crítica" foi julgar as máscaras utilizadas pelos militares nas incursões e patrulhas pelas favelas, onde alguns soldados estariam utilizando balaclavas estampadas com caveiras, e que tal adereço está em desacordo com o padrão do fardamento militar, e desrespeitando a tradição, visto que os militares que usarem balaclavas somente poderão optar pelas cores preta e azul-ferrete. Lembrando que soldados não moram em  apartamentos em Ipanema, e devem preservar suas identidades quando fazem incursões nas favelas.

Resultado de imagem para bope novo uniforme
soldado do BOPE-RJ no novo fardamento

Não muito distante, o mesmo portal de notícias fez duras críticas aos valorosos homens do Batalhão de Operações Especiais, o BOPE da PMERJ, por usarem um acessório chamado Keffiyeh, o tal "lenço palestino". Segundo a matéria que parecia xenofóbica e ignorante, deixou a entender que o pano era usado por "terroristas" e causava uma intimidação desnecessária aos cidadãos. A Elite da PMERJ disse que o Keffiyeh, era um complemento do novo fardamento bege, além da proteger o anonimato dos policiais, serve para barrar detritos.

Resultado de imagem para army shemagh

O pano, muito utilizado por cidadãos do oriente médio, e por combatentes em conflitos no deserto, é utilizado para se proteger do sol e da areia, visto que toda pele desprotegida se queima e desidrata muito facilmente. O uso do adereço se difundiu para os confrontos urbanos devido a versatilidade do acessório para proteção da identidade individual dos agentes em operação, se tornando um ACESSÓRIO TÁTICO.

Resultado de imagem para maori warrior haka

Nos cenários de confronto, um soldado não se baseia somente em adestramento e equipamento, mas conta com moral e intimidação. Os antigos guerreiros maori tatuavam seus rostos, batiam no peito e gritavam com todas as forças para intimidar o inimigo e ganhar uma vantagem sobre uma moral abalada, esse ritual ficou conhecido como HAKA e é repetido no Hugby para aumentar a confiança do time e assustar os rivais. Na guerra não é diferente, os soldados intimidam, e o ato de poder intimidar pode até desencorajar uma suposta ameaça, e é nisso que a demonstração de força se baseia, os blindados que circulam no Rio, veja, são intimidatórios, ningúem vai disparar de um tanque. As caveiras que estampam as maiores forças especiais do Brasil, que simbolizam a morte, não significa que todos que a carregam são assassinos, as forças especiais são unidades que são empregadas em certas ocasiões que exija letalidade, e um soldado dessa unidade passa mais tempo treinando do que necessariamente operando. 

Resultado de imagem para rio exercito

O direito a vida, é um dos príncipios da nossa Constituição e nenhum polícial sai na rua com sede de sangue e vontade matar. Acredite - policiais não são assassinos e só tiram uma vida para salvar outras. Então pegue o raciocínio - um soldado trajando uma caveira pode fazer seus inimigos desistirem do conflito, e assim, vidas serão preservadas, seja dos policiais, dos bandidos, e o mais importante - dos moradores dessas áreas de conflitos. 

Resultado de imagem para skull mask soldier

A máscara de caveira é uma VANTAGEM TÁTICA que aumentará a moral do soldado, e busca intimidar as ameaças para desencorajá-las, então entenda, o soldado que utiliza uma máscara de caveira, não está se vangloriando das mortes que carrrega ou das mortes que causará, não é uma fantasia de ceifeiro - mas sim um lembrete que se você tentar trocar tiro com um soldado, o destino será a morte. 

sábado, 15 de outubro de 2016

NEWS - Policial é Espancada por Suspeito

Policial Feminina da Polícia de Chicago é espancada por suspeito em reistência.


O incidente aconteceu em Chicago nos Estados Unidos, onde uma patrulha de rotina tentava deter um suspeito que resistia a prisão



O fato foi registrado pela camêra no painel da viatura, uma câmera presa à um oficial.  No video divulgado pelo Departamento de Polícia de Chicago, a policial de 28 anos tenta algemar um índividuo transtornado por metanfetamina, que começou a lutar com a oficial, menor que ele. O colega policial tentou deter o cidadão com o uso de seu taser, porém sem sucesso, o bandido continuava resistindo, até derrubar a agente no chão e agredi-la inúmeras vezes.

A oficial evitou fazer uso de sua arma de fogo, com medo de represálias da mídia e da comunidade, como já foi visto nos protestos que estão ocorrendo nos Estados Unidos, onde a comunidade negra vêm se manifestando contra a brutalidade policial e a perseguição de alguns oficiais racistas.

Após vários policiais tentarem separar o agressor da agente da lei, ele foi algemado e levado para a delegacia sendo autuado por lesão corporal grave e tentativa de homicídio. A policial foi internada por duas semanas por conta das graves lesões em sua cabeça.

Felizmente a oficial saiu com vida desse episódio e mostra, não importa o país, o quão a classe policial é refém de uma mídia que vê maior ibope em escorraçar o oficial da lei no cumprimento do seu dever, do que denotar o seus feitos heróicos em prol da população.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Especial Polícias - 10 Viaturas Históricas parte 1



Em um post mais variado e descontraído, vamos apresentar as "barcas mais cabreiras" utilizadas pelas Polícias Militares e Polícias Civis de nosso magnânimo país. Viaturas curiosas, imponentes, saudosas, velozes, e ainda luxuosas, nossas polícias possuem em seu acervo os mais diversos veículos que fizeram fama e geraram um enorme saudosismo nos dias de hoje, intimidação era sua principal característica, qualquer um que avistasse uma dessas na esquina, sentia o frio na espinha, ainda que não devesse nada. Criminosos pensavam duas vezes antes de trocar tiro, e se fugiam, fugiam não por medo da cadeia, mas por medo de morrer.


Veraneio "Catarina"


Fonte: Memóra da Polícia Civil

Começamos com essa belíssima GM Veraneio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos do DEIC, da Polícia Civil de São Paulo, curiosamente ainda na ativa e batizada de "Catarina", foi restaurada pelo seu guardião José Mariano, conservadíssima e motivo de orgulho pela preservação da memória policial.


Veraneio "Barca"


Fonte: Acervo Pessoal



 Inúmeras viaturas de ROTA, GM Veraneio Custom da década de 90, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar - A Gloriosa. Desfile 9 de julho, 1993.



Veraneio "Asa Branca" 

Fonte: Acervo Pessoal



GM Veraneio da década de 80, novamente da ROTA, sendo esta viatura a saudosa "Asa Branca". Na foto vemos na Avenida Guarapiranga na Zona Sul de São Paulo, um VW Passat acidentado, caráter geral dos marginais que executaram um roubo a banco, mas acabaram trombando a temida "barca". Essas Veraneios antigas possuíam seis voltas de batente a batente no volante, possuíam a tendência de sair de traseira, e ainda sim, não existia bandido que conseguisse "dar fuga" nos comandos de ROTA. 

Veraneio Federal


Fonte: Blog do Delegado


GM Veraneio década 80 da Polícia Federal, absolutamente linda em sua pintura preta.



Opalão de Patrulha


Fonte: Estadão


GM Opala Comodoro, 89-90 PMESP. A pintura cinza e branca era o padrão da época, e as viaturas eram equipadas com os motores de quatro cilindros, haviam uma imponente viatura opala por área, em substituição aos modestos fusquinhas.

Opala Carioca


Fonte: Vander Naves
Opalas da década de 80 da PMERJ, o mais imponente sedan da história brasileira, eram equipados com os comuns motores 2.5 de 4 cilindros.


Land Rover "DEFENSORA"


Fonte: Best Cars

Land Rover Defender da PMESP, CPA/M-5. Recordo-me de uma estonteante Defender com a camuflagem cinza do Batalhão de Choque estacionada no batalhão, e infelizmente não possuo uma fotografia em meu acervo, e tampouco na internet. A Polícia Ambiental da PMESP e o Canil também possuiam Defenders em suas fileiras.


Camburão da RUDI

Fonte: São Paulo Antiga


Viatura Ford F100  da década de 60 das Rondas Unificas do Departamento de Investigação, a RUDI, o avô do camburão, do caveirão, do rabecão. Creio que seja a viatura mais assustadora desta lista.


Caravan Interceptadora

Fonte: Opaleiros do Paraná

GM Caravan 78 da Polícia Rodoviária Federal, descansando no Museu da Ulbra em Canoas - RS. Seis cilindros raivosos e famintos, que garantiram a segurança das estradas Brasileiras.


Maverick Boina Negra

Fonte: Acervo Coronel Telhada


Ford Maverick Sedan, da ROTA, uma viatura interessantíssima, primeiramente por ser um Maverick Sedan, que era menos comum que o padrão coupé, e por ser um... Maverick, o Batalhão sempre utilizou camburões como veraneis e SUV's como blazers. Não sei informar se esse maveco era motorizado no infame V8 canadense, ou o ford seis cilindros. O Batalhão possui o costume de testar novas viaturas antes de padronizar, aconteceu com o maverick sedan, por ser mais leve e potente, ocorrou com o Ford Explorer, Pajero, e hoje, Trail Blazer. Se fosse uma Caravan como a da PRF anterior, acho que não existiria bandido na rua.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Supressores de Ruído 1/2


Hoje iremos falar sobre os tão famosos silenciadores, mas primeiramente....

Qual a diferença entre Silenciador, Supressor de ruído e Abafador de Ruído?

Bom, por incrível que pareça é tudo a mesma coisa. O termo mais utilizado, é Supressor de ruído, porque "silenciador" deixa entender para os leigos que quando fazendo uso dele, você irá efetuar um disparo silencioso, ouvindo apenas um "fiu" do rastro da bala, o que é fisicamente impossível. Supressor de ruído pareceu mais correto, por ser mais... verdadeiro, seu nome já diz de cara que vai suprimir o ruído, ou seja reduzi-lo ao máximo que for possível.

SUPIRMIR: verbo bitransitivo
tirar (uma parte) de (um todo); cortar, retirar.

Lembrando que além do estampido, do percussor batendo na espoleta e o ferrolho indo e voltando, também fazem barulho. E Sobre o termo abafador de ruído, bem, supressor é mais bonito então esse caiu na graça.

Sussurro da Morte?


Não caia jamais no papo lúdico de que silenciadores são como nos filmes, eles fazem barulho, e não é nada baixo. A atual aplicação de silenciadores não se fundamenta em eliminar os ruídos de disparo, mas sim melhor a precisão, compensar o recuo e tornar o disparo mais confortável aos ouvidos, visto que disparos indoor são muito mais agressivos aos ouvidos que os disparos outdoor.

O ouvido humano permite manter 63 decibéis com tranquilidade, entretanto, enquanto ruídos acima de 140 decibéis são suficientes para danificar a audição humana, um estampido de .40 e .380 emitem respectivamente 156, e 158 decibéis, tornando assim uma sessão de disparos, totalmente letal para a audição, se ausente de protetores auditivos.

Mas não se iluda na esperança de que utilizar um supressor de ruído é um passe livre para deixar os protetores auditivos de lado. O canal Military Arms Channel do YouTube fez um teste de supressores utilizando uma Glock G17 no calibre 9mm e constatou que foi suprimido 18% de ruído dos silenciadores utilizados tornando uma média de 130 decibéis, dos 160db sem o acessório.

Mas como Funciona um Silenciador?



Esta gif desenvolvida pela SilencerCo e traduzida pela Tactical Commando, ilustra o funcionamento do supressor Osprey 9 em uma pistola Glock 9mm.

É possível realmente silenciar uma escopeta?


Na foto, Kyle "Dimitri Potapoff" Myers, do canal FPSRussia com uma Mossberg 930 com supressor Salvo-12 da SilencerCo.

Existe muito rebuliço em relação a isso, muitas pessoas assistem filmes como o sensacional "Onde os Fracos não tem Vez" ou veem em jogos com os Call of Duty e Battlefield's da vida e desenvolvem uma opinião como se fossem peritos no assunto, enquanto pessoas que conhecem o poder de uma doze afirmam que isso não existe e é impossível. Bom, ambos estão errados. Uma escopeta que sussurra realmente é lenda urbana e algo impossível de se atingir, porém existe sim supressores para escopetas, e eles não são pequenos. Enormes trabucos um tanto inúteis cuja função, é reduzir um pouco o ruído, eliminar o clarão e aumentar a precisão, algo que caçadores e atiradores de prato exigem em suas armas,

Silenciadores Caseiros?


Quem lembra daquela frase icônica de Dominic Toretto em Velozes e Furiosos 5 quando ele diz para Dwayne Johnson "Aqui é Brasil!"? Pois bem, por mais bagunçado que nosso país seja, ele não é uma várzea. Aqui não é os EUA para você poder enfiar uma garrafa na boca da sua arma e sair dando tiro no quintal. Primeiramente que o supressor de ruído é de uso restrito dos militares das Forças Especiais, nem a polícia tem permissão direito para usar esse tipo de dispositivo em serviço, tampouco fora dele, recreativamente, então é evidente que um civil JAMAIS terá acesso aos silenciadores. Silenciadores podem ser feitos em casa com os mais simples materiais, mas entenda, se você civil é habilitado para possuir uma arma legal, fizer a besteira de enfiar uma lata de óleo na boca da Imbel, você vai preso.

Mas por quê eu não posso ter um silenciador na minha .380?

Pelo mesmo motivo que existem campanhas desarmamentistas. Se uma população armada se mata, uma população armada com silenciador mata sem ser pega. Na visão do governo, se o silenciador for liberado, policiais poderiam cometer "abusos" sem serem notados, os grupos de extermínios matariam como a CIA ou KGB, bandidos executariam policiais sem ninguém ver,  e assassinatos seriam cometidos, porém sem pistas para serem desvendados. Então, nada de silenciador, mesmo que você seja o "cidadão de bem", o medo do governo é o "cidadão de mal" que rouba as armas do cidadão de bem.

E o oitão, dá pra silenciar?


Metade dos gases dos revólveres saem pelo vão entre o cano e o tambor, então enfiar um silenciador na boca do revolver é totalmente inútil. Porém, os camaradas Russos e seus amigos são incríveis (uma é belga, mas todo mundo acha que é russa), existem dois modelos de revólveres cujos designs possibilitam serem silenciados. O histórico Nagant M1895, feito pelo belga Leòn Nagant para o Império Russo, e o digno de 007 russo OTs-38 são revólveres cujos vão entre o tambor e o cano são quase inexistentes, fazendo todos os gases saírem pelo cano da arma.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A Declaração de Morales na Prática.

Não falamos de política por aqui, mas esse assunto eu vi que deveria abordar.

Na Sexta-Feira dia 21, uma declaração no mínimo exacerbadamente afobada, foi realizada pelo presidente da Bolívia.

Em solidariedade a companheira ideológica do país vizinho, Dilma Rousseff, o presidente Evo Morales afirmou se a Chefe de Estado Brasileira fosse deposta de seu cargo, não hesitaria em invadir o Brasil.

Morales crê que uma ação de Impeachment contra Dilma, mesmo demandada pela maioria da população Brasileira, seria um golpe de estado e um atentado gravíssimo contra a democracia e que jamais deixaria isso acontecer novamente na América do Sul.

No inicio de 2015, o presidente Venezuelano Nicolás Maduro fez a mesma ameaça, de que invadiria o Brasil se o governo da presidenta Dilma Rousseff caísse.

--------------

Agora comigo, Senhoras e Senhores, sabemos que a possibilidade de um confronto entre as nações sul-americanas é nula, pois um governo não se faz só por um presidente, e creio que as autoridades e a população da Venezuela e da Bolívia não apoiariam uma ação tão ousada. Porém cogitando que um dos países ameaçassem a soberania brasileira com uma invasão, e todas as possibilidades de diplomacia fossem ignoradas, e resumindo assim, que um conflito se iniciasse, patriotismo a parte, sabemos quem sairia vencedor desta guerra.

Os números não deixam mentir, comparando a quantidade de combatentes do Brasil e da Bolívia, a diferença é esmagadora, contando os reservistas e o orçamento militar, é possível imaginar que a guerra terminaria em cinco horas, e comparando com a Venezuela o quadro também não é diferente.

E reforçando, uma guerra na América do Sul continuará apenas na imaginação dos fãs de filmes de guerra e videogames.

Dados por Terra, 2008

Brasil

Orçamento de defesa 2008: R$ 43 bilhões
Forças ativas: 326.435
Soldados para cada 100 mil hab.: 170
Reservistas: 1.340.000
Total: 1.666.435

Venezuela

Orçamento de defesa 2008: R$ 5,7 bilhões
Forças ativas: 115.000
Soldados para cada 100 mil hab.: 435
Reservistas: 8.000
Total: 123.000


Bolívia

Orçamento de defesa 2008: R$ 447 milhões
Forças ativas: 46,1 mil
Soldados para cada 100 mil hab.: 498
Reservistas: 37,1 mil
Total: 83,2 mil


Dados por Military Power, 2015

Não asseguro a precisão dos dados, mas apenas para ilustrar, e ter uma ideia. Mesmo sem a exatidão dos números, é só usar a lógica.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Inventando Moda - Chiappa Rhino


Ferrari, Lamborghini, Maseratti, Giorgio Armani, Gucci, Ermenegildo Zegna, Santoni, Ray Ban, Pinifarina, B&B Italia. Itália é isso, Itália é design.

Não foi diferente com esse revólver italiano que iremos abordar, ela é puramente design! -  o Chiappa Rhino, com um design totalmente diferente e inovador, amado por muitos, mas repudiado pelos amantes dos clássicos, os revólveres da Chiappa não remetem a nada aos revólveres convencionais, exceto seu tambor, que ainda sim é diferente dos revolveres tradicionais - ele não é cilíndrico, é hexagonal.

Imagem incrível por LifeSizePotato


Lá pela década de 90, um homem chamado Emilio Gishoni registrou a patente de um revólver AUTOMÁTICO. Os revólvers convencionais exigiam um longo curso do gatilho, na ação dupla para engatilhar a arma e depois disparar, e quem queria apenas disparar numa puxada curta, tinha que engatilhar o cão. Na ação automática, os gases do disparo recuavam o corpo da arma, e o cão era engatilhado, e o tambor girava para a próxima câmara, tornando a puxada de gatilho, uma delicia de ação simples, similar ao Weber-Fosbery, um revólver britânico histórico.
Esse revólver de Gishoni possuía um design único, e era chamado de Mateba Unica 6, ou popularmente, Mateba AutoRevolver. Para inicio de conversa, o tambor era inverso, sendo da posição de 6 horas, e não de 12 horas, nos revólveres tradicionais, sim, de ponta-cabeça, e isso torna o recuo da arma mais simpático. Decorrente dessa posição do cano, o tambor não abre para o lado, e sim para cima. A Mateba tem uma história fascinante, a qual eu quero trazer futuramente.



Retornando ao Chiappa,  o Rhino é um "sucessor espiriual" do revólver da Mateba, pois herdou os principios de design dele, sendo a posição de 6 horas do tambor, e a abertura do cilindro. O revólver Rhino não possui a ambição do projeto Automático, mas ainda sim arranca alguns sorrisos de prazer e inovação.

Essa arma tem "tático" 'estampado na testa", ela diz isso, pelos trilhos e tal, parecer vir da Magpul ou algo do tipo, porém hoje em dia ninguém usa revólver no operacional, exceto os Franceses da GIGN que usam o Manurhin MR73, em 357 pela seguinte filosofia "Com seis tiros, cada tiro tem que ser certeiro, enquanto que os 17 tiros é outra história", e o poder do calibre 357, além do mais, eles não usam qualquer arma, o Manurhin é aguenta o stress de trilhões de tiros por dia dos exaustivos treinamentos da tropa. O Chiappa tem aparato para equipar a tropa no sentido de aceitar acessórios, já não sei a durabilidade... A precisão do Chiappa é muito boa também. como já foi dito e inclusive um atirador já ganhou com ele nos EUA.




Quem for operar um Chiappa Rhino deve reeducar sua empunhadura totalmente, devido a posição do tambor, todos sabemos que parte dos gases saem pelo tambor do revólver, e manter o dedão ali do lado com uma carga quente de magnum é pedir pra se machucar, e no Chiappa isso é agravado, sem contar é claro, o fator recuo e precisão. O dedão deve ficar fechado a mão, atrás do tambor.

Nas versões de 4, 5, 6 e 8 polegadas, denominadas respectivamente 40DS, 50DS, 60DS E 80DS.


Esse revólver parece ter saído de um filme futurista não é mesmo? Um Star Trek, Star Wars e o caralho, essa arma é muito diferente. Sentado numa sala de cinema, notei que os produtores dos filmes Insurgente e Divergente compraram várias dessas para utilizar como objeto cênico, sendo a arma padrão do filme, alias, o Rhino e o Mateba.



Uma coisa notável nessa arma é o conceito dela, esses janelões dela a deixam bem leve, sem alterar o recuo. Trilhos em cima e em baixo, deixando um visual agressivo e a possibilidade de inserir lanternas, lasers e lunetas. O tambor, previamente dito é hexagonal, e esse formato possibilita tornar a arma mais "fina" e portável, e se você notar, o corpo é mais largo justamente para dar essa impressão de que o tambor e a o corpo são de larguras mais próximas.




quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Como lidar com Falhas.



É inegável que todo operador de pistola semi-automática está suscetível a falhas, a cada cinco, dez, cinquenta disparos, pode ser que sua arma falhe, pode ser que sua munição não esteja tão boa. Mas ainda que tenhamos o controle de todos os fatores, que façamos sua manutenção, limpeza e lubrificação, utilizemos munição nova, o que torna um operador exímio, não é apenas seu cuidado com o equipamento, mas sim, seu domínio das técnicas.

É frustrante se deparar com uma falha após uma sequência de disparos num stand de tiro, e num confronto real, ela pode anteceder a sua morte. Executar uma ação rápida e precisa para recuperar funcionalidade do seu armamento pode tornar as coisas muito diferentes.

O procedimento padrão utilizado para as panes é o tradicional golpe no ferrolho, porém em alguns casos você pode acabar jogando cartuchos intactos fora. Para agentes em serviço não isso não convém nenhum pouco, no Esporte tampouco, pois pode acarretar penalidades.
Vamos começar falando das panes existentes nas pistolas e o procedimento a se realizar com elas.

Sem Força



Nesse tipo de falha, a arma simplesmente não fecha completamente.  sequência rápida de disparos, você só vai perceber a falha quando puxar o gatilho e sentir ele mole. Não tem mistério, é só dar um tapinha na parte da trás do ferrolho para que a arma tranque, não existe a mínima necessidade de um golpe no ferrolho. Essa pane é comumente encontrada em armas com poeira e não lubrificadas, por isso reforço - cuide do seu equipamento! É a falha mais "bosta" e mais simples de se prevenir, e de se resolver.


Falha na Alimentação


Aqui a culpa é quase que exclusiva do operador... Acontece quando o carregador é mal encaixado na pistola, e aí ele pode cair, ou não ciclar. Como? Bom, quando o operador encaixa o carregador e esquece de dar o tapinha no bumper, na base do carregador para assegurar o encaixe. Tem gente que carrega a arma rápido, para já retomar a empunhadura, confiando somente na força das mãos, e isso pode gerar um mal encaixa do carregador, por isso é sempre bom dar o tapinha por garantia.


Dupla Alimentação


Uma das piores falhas, imagine duas pessoas obesas passando por uma catraca de metrô ao mesmo tempo, não dá, e quase a mesma coisa, um cartucho não ejetado, e um cartucho querendo subir na câmara - a arma trava. Nesse caso é necessário ter calma, sem afobação. Trave o ferrolho, para justamente remover a pressão no carregador e em seguida remova-o, dê dois golpes de segurança para se certificar que a bala na câmara saiu, prossiga com a operação, carregando a arma novamente. É aconselhável recarregar a arma com um carregador diferente do qual estava estava em sua arma, pois você não sabe se a pane é proveniente do carregador defeituoso.


Chaminé


O cartucho fica com o cú pra lua no sentido literal, mas não no figurado. Essa pane acontece quando um cartucho é mal ejetado, no retorno do ferrolho, ele acaba prendendo o cartucho e então ele fica parecendo uma chaminé. Um golpe na arma neste caso é dispensável pois você irá desperdiçar um cartucho, que já está na câmara. Prepare-se pois o procedimento a se realizar exige um total domínio de uma técnica criada pelos monges [sic]. Você vai simplesmente dar um tapa com a região hipotenar da mão no topo da arma, empurrando  o cartucho deflagrado. Creio que a imagem ilustra melhor.





A Técnica mais utilizada em todos os casos de pane baseado no principio de resolver e prevenir é baseado no Tap Rack Bang, ou seja, Batida no carregador, Golpe no Ferrolho e Disparo. O Tapa no bumper visa ajustar a posição do carregador e distensionar a mola, o golpe visa eliminar algum cartucho defeituoso na câmara e o bang... o disparo.  O melhor meio de se prevenir uma falha é cuidando do seu armamento, lubrificando, e limpando, e cuidando de sua munição, não importa a idade da munição, e sim seu estado, uma munição de 50 anos se bem estocada pode atirar, enquanto eu já vi munição de 5 falhar por mal armazenamento. O outro caso que gera falhas e nós não podemos interferir é o design da arma...Uma arma mal projetada é mais suscetível a falhas do que uma boa arma suja.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Medo de Polícia?

Maioria da população diz ter medo da Polícia Militar, aponta Datafolha

Clique na chamada para acessar a matéria da Folha, por Reynaldo Turtollo Jr. 


Gráfico por DATAFOLHA

Gráfico por DATAFOLHA




------------------------------------------------------------

Maioria dos entrevistados que declararam ter medo da PM são JOVENS, NEGROS e POBRES moradores do NORDESTE. 53% teme a Polícia Civil.
Segundo o DataFolha, os índices de homicídio estão migrando dos grandes centros do Sudeste como São Paulo e Rio de Janeiro e estão se direcionando para o Nordeste do Brasil.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 3 em cada 4 policiais já sofreram ameaças por conta de seu trabalho. 10.495 agentes da PRF, PF, PM e PC do BRASIL TODO foram entrevistados.

Bem, só a PMESP possui mais de 300 mil homens e mulheres determinados a arriscar suas vidas pela população.

Sabe porque cada Estado possui uma polícia própria? Porque além da bagunça que nosso amado país é, com um GINI altissimo, onde  contrastam rendas de 500 reais e 5 mil reais, o Brasil é uma colcha de retalhos com uma diversidade imensa de cultura, que ainda se misturando bastante, tem coisas que só existem em uma região, a exemplo dos dialetos. Regiões diferentes possuem uma etiologia criminal diferente, uma gestão diferente, um governo diferente. Creio que todas a unica coisa que as PM's do Brasil possuem em comum é que todas são fodidas pelo Governo.



A população não deve temer a polícia. Cifra- Negra é o nome da estatistica de crimes que não são denunciados a polícia, no Brasil ela é altíssima. A População deve apoiar e sentir-se protegida, Alías, Quem não deve, não teme.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Excelência Tupiniquim - Taurus Serie 800

A Linha 800 da Taurus é repleta de poréns, é como se os consumidores fossem jogados a própria sorte, por isso meu caro leitor supersticioso, antes de realizar a aquisição de uma pistola dessas, encontre um trevo de quatro folhas. Acontece que você vai amar a pistola quando pegar uma, mas se você conseguir a proeza de pegar uma 800 fodida, você vai odiar e escorraçar a arma até o ultimo átomo carbono inserido em seu polímero. Mas por que realizar tal premissa? Verás.



Mas tantas polêmicas e muita lenha na fogueira a parte, parece que as Forjas Taurus conseguiram finalmente acertaram a mão nesta arma, não dá para falar que essa pistola é completo material fecal (algo que você vai ouvir muito por aí), ela possui um acabamento muito bom, é levíssima pesando apenas 780 gramas, e mostra-se ser uma pistola ideal para serviço policial comportando 15+1 cartuchos de .40 S&W, e controles ambidestros. A pistola também dispõe do sistema de 3 pontos com o trítio, um mineral que brilha no escuro que facilita a visada, e com vida util de 12 anos. E no seu acabamento em Tenifer preto casa totalmente com seu design bem desenhado. Dispõe também do acabamento inox fosco. Me pergunto se ficaria mais bonita, se a câmara em vez desse aspecto cromado fosse em preto fosco, como o resto da arma, bem padrão.


Quando a 24/7 chegou no mercado, alguém uma vez disse: e se tivesse cão? E então eis que a Linha 800 possui um cão! E sua trava ambidestra possui também o famoso sistema de "decock", no qual a terceira posição da trava (para baixo), desengatilha o cão, saindo da Ação Simples, e retornado a Ação dupla, ou seja, desengatilhou? Aperta a tecla do gatilho ela ainda dispara, diferente das 1911. E alías, que gatilho hein... O gatilho de uma 800 bem cuidada é macio até, sendo em torno de 1,5 kg de pressão na ação simples, e 4 kg na ação dupla, bem mais leve que o da 24/7 1ª Geração.

A arma é realmente muito prática, Sua alavanca de desmontagem dispõe do mesmo sistema de pistolas como as da Glock, e a Segunda Geração da 24/7, no qual você retrai o ferrolho até o ponto correto e puxa a alavanca para baixo, bem diferente das 24/7 de Primeira Geração, cuja alavanca é chatinha na hora de remontar a pistola.

Só para termos uma noção do quanto a empresa "mimou" esta peça, basta olharmos para uma coisa simples e banal - a caixa. Uma coisa que decepciona nas Imbel é sua caixinha de isopor, e nos revólveres da Taurus, uma fajuta caixa de papelão, diferente das caixas das pistolas da Taurus que vem com um case rígido para armazenamento adequado e transporte da arma. Na Linha 800, ela vem cheia de "brindes", e isso é bem legal.  Além do itens imprescíndiveis; 3 carregadores, duas chaves de segurança do Sistema de Travamento Taurus, e uma vareta de limpeza, também é incluso dois backstraps para ajustar a empunhadura de acordo com as mãos do operador, e um item incomum, mas prático - um speedloader para facilitar a recarga dos carregadores (não sei vocês, mas eu prefiro carregar na mão mesmo), são itens extras que mesmo sendo inúteis para uns, mostra que a Taurus quer que o consumidor não compre só uma arma, mas um produto completo, porra, só faltou um coldre. Entretanto, convenhamos, o que importa é a arma em si, ela poderia vir em uma caixa de madeira de lei, se a arma falhar, já era, o produto será uma porcaria.

Não há como negar que o projeto da 800 agrada, a pistola veio para cumprir sua proposta, porém, não sendo nenhuma novidade, alguns incidentes foram relatados por usuários dessas pistolas em alguns estados brasileiros, sendo especificamente profissionais das Polícias Civil e Militar. No inicio da postagem eu afirmei que a pistola é perfeita para trabalho policial, estou errado? Eu me referia a uma pistola em perfeitas condições, e infelizmente ainda temos a infelicidade de ler nos jornais que ainda existem pistolas com FALHAS! No Paraná, onde a PT840 é amplamente utilizada como carga da PM e da PC, existem queixas de pistolas que apresentaram defeitos, muitas inclusive indo para Recall em 2014. Em Fevereiro de 2015 no Rio de Janeiro, o Policial Civil Thiago Thomé de Deus foi assassinado porque sua PT840 não ciclou, impedindo sua reação. Em Abril de 2015 foi publicado um video no YouTube no qual uma PT840 desmonta na mão de um operador após uma serie de disparos num circuito de treinamento da PMPR.
De quem é a culpa? Será que ninguém fazia a manutenção da arma? Talvez, só que a Taurus um certo histórico nada bonito. O operador não deve descuidar de seu armamento, que seu armamento não descuidará dele, porém, e quando a arma vem com propensão a falhar? Um Video do Canal Gosto de Armas exemplifica isso bem, um operador que cuida muito bem de seus armamentos, que acabou adquirindo uma exemplar defeituoso.

Só lemos por aí que Taurus dá defeito. Todas as Taurus são merda? É nesse contexto que eu quero entrar. Não existem propagandas de armas no televisionamento Brasileiro, o futuro consumidor só irá aprender sobre sua futura aquisição em um lugar, a internet, e isso é uma bola de neve do caralho... Supomos que de um lote de 40.000 pistolas, 7 vieram com defeito. Os sete consumidores ficaram muito frustrados por pagarem quase 4 mil num produto defeituoso, e colocaram sua boca no trombone. os outros 39.984 consumidores felizes não se manifestaram, então tudo o que o futuro consumidor encontrou na internet sobre o produto foram criticas ruins. E aí que a bola de neve começa; o cara que sequer tocou numa arma começa a falar asneiras da mesma só porque leu que era ruim. Agora, imagine o caso da Taurus, onde no lote de 40.000 mil pistolas, 5.000 vieram com defeitos, e 400 delas feriram algúem - a situação fica muito feia. Mas a falha de uma arma é motivo para ter preconceito com toda os modelos da marca? Se você adquirir uma arma, teste-a exaustivamente, e se for presentado com uma arma defeituosa, leve ao armeiro credenciado, se não der certo, procure seus direitos, sua arma será consertada, e depois de pronta, verás que ela não é ruim. Se você sabe que a fabricante de sua arma tem reputação ruim, teste, teste pra caralho, achar um defeito na sua arma e consertá-lo salva sua vida, achar defeito das armas dos outros na arma que você vai comprar não.


Em Julho de 2015 o Governo do Estado de São Paulo fez a aquisição de equipamentos para suas forças de segurança, e aproximadamente 6.000 pistolas do modelo PT840 para a Polícia Civil do Estado de São Paulo.


Eis a ficha técnica, disponibilizada pelas Forjas Taurus em seu site. A Tabela se refere a 840, mas não muda muito das outras da linha 800. PT838 em .380ACP, PT845 em .45ACP, PT809 em 9mm Luger Parabellum e PT840 em .40 S&W